Na última sexta-feira (dia 18) completou-se um mês do assassinato de um adolescente por homens encapuzados dentro da Unidade de Recepção Luis Barros Montenegro, da Secretaria da Ação Social do Estado. Além dele, outraa três pessoas foram mortas no mesmo período e do mesmo modo, por serem suspeitas da morte de policiais militares ocorridas em Fortaleza.

Para cobrar agilidade nas investigações e sobretudo estimular na sociedade a reflexão acerca do que é Justiça e de que tipo de justiça as entidades de defesa dos direitos humanos defendem, é que foi realizada uma caminhada com o mote "Olho por Olho e o mundo acabará cego", que reuniu cerca de mil pessoas, a maioria adolescentes, e terminou com um ato ecumênico em frente à Unidade de Recepção aonde o adolescente estava apreendido quando foi morto.

Durante toda a caminhada, adolescentes, mães e pessoas ligadas às entidades de defesa dos direitos humanos deram depoimentos, pediram o fim da violência e cobraram dos gestores públicos a garantia dos direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, como a acesso à educação de qualidade, saúde e lazer.

Leia as matérias sobre a caminhada publicadas no Jornal O Povo e Diário do Nordeste.

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