No Dia Mundial da Fotografia,  o CEDECA Ceará traz perfis que clicam nossa Fortaleza periférica.

Bia: “Poder fotografar a minha comunidade e as pessoas que habitam nela é muito importante e prazeroso”.

Para @bia.souzzz  a fotografia é resistência. “A fotografia é muito importante para mim e para a minha periferia, para a minha comunidade. Sou fotógrafa de momentos e cada momento dentro da minha comunidade é muito valioso e muito importante. Então poder fotografar a minha comunidade e as pessoas que habitam nela é muito importante e prazeroso”. Bia quer mostrar com sua fotografia, talentos e potências periféricas. “As crianças e as famílias de periferias. Mostrar que todos tem capacidade e talento para conquistar os seus sonhos”.

Biel: “Quando fotografo na comunidade, seja lá qual for ela, exploro a condição humana.”

A humanidade da favela é o foco de @_biielsousaa / @click_vulgobiel . “Quando fotografo na comunidade, seja lá qual for ela, exploro a condição humana, a forma que ela é complicada, transformação de olhares e dialetos. Ao explorar isso nos capacita a enxergar a humanidade de uma ‘favela’. Representar isso em uma forma de foto é unir tudo e jogar na cara da humanidade, falar: Além de tudo, somos humanos'”.

Tainá: “Não é só sobre o corpo que se lança, é sobre o caminho que se percorre durante um ato de coragem, desde o pré salto ao pós salto.”

Na praia, @tainavcavalcante  clica a coragem. Meninos e meninas que saltam da ponte com seus corpos livres.” Não é só sobre o corpo que se lança, é sobre o caminho que se percorre durante um ato de coragem, desde o pré salto ao pós salto. Não é queda, é imersão, porque o mar é uma extensão do céu. E vice-e-versa. Fortaleza tem me ensinado isso desde que nasci. Há vida na Terra da Luz. E que rico é poder enxergar a cidade com olhos de coragem. Que bom é sentir o peito forte pra viver tudo que sonho e acredito.”

Yuri: “A periferia foi mostrada por olhares de fora, quase sempre explorando sua vulnerabilidade ou enfatizando a violência, é preciso lutar para quebrar esses paradigmas.”

No começo do ano @yurijuatama  lançou o livro “Serrinha Luz e Cores”. Tudo começou 2018, durante o apagão nas regiões Norte e Nordeste. Yuri saiu às ruas e fez as primeiras fotografias da sua “quebrada”. Com a repercussão nas redes sociais, deu início ao projeto que terminou em livro. “Durante muito tempo a periferia foi mostrada por olhares de fora, quase sempre explorando sua vulnerabilidade ou enfatizando a violência, enquanto comunicadores sociais é preciso lutar para quebrar esses paradigmas, assim também como é necessário deixarmos de ser ‘objetos observados’ para tornarmos contadores de nossas próprias histórias.”

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