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Marcha da Periferia denuncia fome, política de segurança pública e mortes pela Covid em Fortaleza

A Marcha da Periferia chega à sua 8ª edição em Fortaleza adaptada ao período de pandemia enfrentado pela população mais pobre da cidade. Neste ano, intervenção de arte urbana, ato próximo à Ocupação Carlos Marighella, no Mondubim, e twittaço marcam as atividades.

A  Marcha acontece todos os anos e tem o objetivo de dar visibilidade às lutas e lutos vivenciados pelas populações periféricas de Fortaleza, sobretudo mulheres, crianças e jovens, pelas constantes violências que sofrem e também pelas iniciativas de resistências através da organização, da arte e da cultura. 

O tema deste ano é “Nem Fome, Nem Tiro, Nem Cárcere, Nem Covid: A Periferia Quer Viver!” Diante do cenário da pandemia, a convocação é para que movimentos sociais organizem ações em seus territórios, sempre observando o uso de máscara, álcool em gel e distanciamento social. 

Arte e juventude – A primeira ação da Marcha está programada para esta sexta (04/12), a partir das 9h, no Grande Bom Jardim. Jovens que integram o Fórum de Juventudes da Rede de Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável (Rede DLIS) vão realizar intervenções de arte urbana por meio da construção de painéis com frases em defesa da vida das juventudes, como forma de provocar a reflexão sobre direitos, especialmente o direito à voz na cidade, a partir das periferias. Essa ação local tem apoio do Centro de Defesa da Vida Herbert de Souza (CDVHS).

Solidariedade à luta por moradia – No sábado (05/12), a partir das 8h, será realizado ato em área próxima à Ocupação Carlos Marighella. O momento se soma à luta dos moradores da Ocupação, ameaçados de despejo neste mês de dezembro. 

Em seguida, às 11h, a organização da Marcha participa da inauguração do espaço Ciranda Pequeno Emanuel. O local faz referência à memória de Emanuel, criança morta por ação policial. No fim da tarde, será realizado twittaço nas redes sociais para denunciar as pautas da edição deste ano. 

Histórico – Diferentemente de outras edições, que reuniam coletivos e organizações para sair em caminhada, a Marcha da Periferia deste ano acontece em pequenos ato. O objetivo, porém, continua o mesmo: a defesa da vida digna para as populações periféricas! 

A Marcha ocorre em várias cidades do País e começou em São Luís (MA), chamada pelo Movimento Hip-Hop Quilombo Urbano. Em Fortaleza, a primeira edição aconteceu em 2013, reunindo diversos movimentos periféricos, culturais e de juventude. Já na sua primeira edição, a Marcha pautou a denúncia do extermínio de adolescentes e jovens no marco do Dia da Consciência Negra, em memória de Zumbi dos Palmares, líder histórico da luta do povo negro no Brasil.

 

Serviço

8ª Marcha da Periferia: “Nem Fome, Nem Tiro, Nem Cárcere, Nem Covid: A Periferia Quer Viver!” 

  • Ação de Arte Urbana

04/12, às 9h

Concentração: sede do CDVHS (AV. Osório de Paiva, 5623)

 

  • Ato na Ocupação Carlos Marighella (Mondubim)

05/12, às 8h

 

  • Inauguração da Ciranda Pequeno Emanuel, na Ocupação Carlos Marighella (Mondubim)

05/12, às 11h

 

  • Twittaço nas redes sociais

05/12, às 17h30

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Marcha da Periferia realiza 6ª edição com concentração na Uece

A Marcha da Periferia chega à sua sexta edição em Fortaleza pautando o tema do extermínio da juventude. A concentração para a marcha ocorre na quarta-feira (14/11), no campus do Itaperi, da Uece, a partir das 15h, de onde os participantes seguem até a Praça da Cruz Grande, no Bairro Serrinha.

Marque presença no evento:

https://www.facebook.com/events/691705127881764/

O percurso será marcado por apresentações musicais e culturais e demais intervenções artísticas. “E se fosse seu filho ou sua filha? Todas as vidas importam” é o tema desse ano, denúncia do alto índice de assassinato de adolescentes e jovens no Estado.

Somente em 2017, 981 jovens de 10 a 19 anos foram assassinados no Ceará, de um total de 5.134 pessoas mortas no Estado. Fortaleza e Ceará são, respectivamente, capital e Estado brasileiros com maior Índice de Homicídios na Adolescência (IHA). Entre 2016 e 2017, houve aumento de 91% no número de mortes de adolescentes em Fortaleza. Destacamos neste ano o aumento também no número de feminicídios com um aumento de 196% de um ano para o outro.

A Marcha manifesta solidariedade às famílias e amigos das juventudes vítimas de chacinas que aconteceram nos últimos anos em nosso estado. Outra bandeira de luta é o repúdio ao extermínio e à violência contra a juventude negra, pobre e periférica, a quem historicamente vem sendo negados direitos básicos.

Histórico – A Marcha da Periferia ocorre em várias cidades do País e começou em São Luís (MA), chamada pelo Movimento Hip-Hop Quilombo Urbano. Em Fortaleza, a primeira edição aconteceu em 2013, reunindo diversos movimentos periféricos, de juventude e culturais. Já na sua primeira edição a Marcha pautou a denúncia do extermínio de adolescentes e jovens no marco do Dia da Consciência Negra, em memória de Zumbi dos Palmares, líder histórico da luta do povo negro no Brasil.
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Em 2017, a Marcha lembrou, na avenida Beira-Mar, os 2 anos da Chacina do Curió, que resultou na morte de 11 pessoas, em novembro de 2015. Dezenas de coletivos, grupos, movimentos e organizações organizam a marcha neste ano em Fortaleza.

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