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Coletivo Meraki do Gueto aprovado em edital da Organização FASE

O coletivo de juventudes Meraki do Gueto foi um dos selecionados no edital “Agitando Pensamentos 2024”, promovido pelo fundo SAAP da Organização FASE.

Samila Ferreira, integrante do coletivo, trouxe um pouco das expectativas e do sentimento do grupo com a aprovação. “O Meraki do Gueto ter passado em um projeto da Fase que aborda as questões climáticas e o racismo ambiental, questões que afetam diretamente a nossa comunidade, foi uma conquista muito grande. O projeto vai ser muito importante para o nosso crescimento, para nossas intervenções políticas e para o fortalecimento da gente e do nosso território.”

Sobre o Coletivo

O Meraki do Gueto é composto por um grupo de jovens do bairro Santa Maria, localizado na periferia de Fortaleza. O coletivo atua com incidência política para direitos e promoção de agendas culturais e formativas na comunidade.

Programa de Fomento do CEDECA Ceará

O CEDECA Ceará assessora o coletivo Meraki do Gueto e, através de um Programa de Fomento, apoia a autonomia do grupo, oferece formações para capacitação e colabora na elaboração de projetos e ações que visam à transformação social e política em prol da comunidade. Para Samila, a participação no Fomento fortaleceu o grupo. “Ter participado do programa de fomento do CEDECA foi muito importante pra gente, aprendemos sobre escrita de projetos, funcionamento dos editais e, aos poucos, fomos ficando mais confiantes para se inscrever em outros projetos. Abraçamos a ideia, passamos no projeto e estamos muito felizes!” comentou ela.

Sobre o Edital

A edição de 2024 do edital “Agitando Pensamentos” visa fortalecer iniciativas de grupos marginalizados em áreas urbanas, especialmente aqueles que operam nas periferias e favelas. O foco está em coletivos engajados na promoção de direitos e na luta por justiça social e climática.

As juventudes organizadas são sinônimo de potência e transformação! Parabéns ao Meraki do Gueto pela conquista!

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Jovens de coletivos de Fortaleza garantem vaga na Universidade

Adolescentes e jovens de coletivos acompanhados pelo CEDECA Ceará e pela Associação Santo Dias estão ocupando as universidades. Celebramos as conquistas das juventudes da cidade e defendemos o direito à educação e a participação como fundamentais na construção de um mundo mais justo.

O que eles/elas têm a dizer sobre isso? Confira abaixo:

É importante ocupar a universidade pois somente as pessoas de periferia conseguem enxergar esses lugares e reivindicar direitos ou facilitar o acesso à saúde, educação e cultura para esses territórios que são invisíveis aos políticos. Se não fosse as próprias pessoas de periferia, nada seria feito, como diz o rapper Emicida: “Tudo o que ‘nóis’ tem é ‘nóis'”. Sem contar que é uma grande oportunidade de “mudar de vida”, ajudar a família, expandir os horizontes, e mostrar a potência da favela.

Lorena Lobo// Teatro – UFC//Coletivo Alium Resistência

A juventude da periferia está chegando nas universidades com persistência e luta! Mostrando que lá também é um lugar que nos pertence, pois mesmo com muitos desafios continuamos buscando estar no lugar que é nosso por direito!
Maria de Fátima//Serviço Social – UECE//Coletivo Raízes de Bom Jardim

Sabemos que nada é fácil pros jovens das periferias e mesmo com tudo sendo tão difícil, conseguir chegar a uma universidade pública é de extrema importância, ali tá todo o
suor e conquistas dessas juventudes.E cada vez mais o sistema vai sendo “quebrado” por essas juventudes que começam a entender que aquele espaço é seu, que a universidade é nossa!
João Marlon//Serviço Social – UECE//Coletivo Meraki do Gueto

Mais integrantes que foram aprovados/aprovadas

Para conhecer mais sobre a atuação dos coletivos de jovens que essa galera integra, acompanhe os perfis

@raizes_dobj @meraki.do.gueto @aliumresistencia

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Fortaleza realiza 10ª edição da Marcha da Periferia

✊🏾✊🏿1️⃣0️⃣ No sábado (26/11), a periferia desceu para o asfalto da Praia de Iracema para dizer que não vai sucumbir! Foi linda a 10ª edição da Marcha da Periferia de Fortaleza, que neste ano teve como tema PELA BELEZA DE NOSSAS VIDAS, A FAVELA NÃO VAI SUCUMBIR!

Centenas de adolescentes, jovens, negros, mulheres, crianças, população LGBTQIAPN+ da periferia de Fortaleza fizeram uma caminhada potente, que se encerrou com apresentações artísticas no Centro Cultural Belchior.

Nossa gratidão a todos, todas e todes que colaram juntes nesse momento, a cada artista que se somou de forma voluntária nesse coletivo.

Confira fotos da 10ª Marcha da Periferia e leia a carta aberta  da edição deste ano.

 

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“É o Limpa”: Jovens de coletivos limpam praia em ação liderada pelo Alium Resistência

Pelo segundo ano seguido, jovens do Alium Resistência realizaram a limpeza na Praia do Pirambu, em alusão ao Dia Mundial de Limpeza de Praias. Jovens do Meraki do Gueto e do Raízes do Bom Jardim também participaram da ação, apoiada pelo CEDECA Ceará por meio do Fomento aos Grupos de Jovens/Adolescentes nos Territórios.

“Aqui é um bairro marginalizado, é difícil os políticos fazem algo pelo bairro, então os próprios moradores têm que se mobilizar para fazer esse trabalho de limpeza”, explica Lorena Lobo, do Alium.

Carla Soraia e Franklin, integrantes do Raízes do Bom Jardim, participaram pela primeira vez da ação. “Foi uma experiência incrível andar na praia e tirar o lixo, cuidar da nossa praia. Esse povo é lindo e espero que continuem sempre com essas ações”, disse Soraia. Juntos, eles recolherem o equivalente a quatro garrafas pet cheias de bitucas de cigarro.

Para Nicole, do Meraki do Gueto, a ação é necessária diante de tanta sujeira na orla.  “Foi muito importante para ver o estado das praias hoje, com muito lixo”, detalha.

Para Suzy, do Alium, essa foi mais uma importante ação de jovens do coletivo dentro do próprio território. “A gente está aqui para conscientizar a população e limpar as praias do Grande Pirambu”, afirma.

Quem passava pelo stand do evento, recebia orientações de educadores ambientais da Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (SEUMA). No local, uma exposição com objetos feitos a partir do material recolhido na ação do ano passado. Havia ainda mudas de plantas que eram doadas à comunidade.

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Trocas de saberes, vivências e arte marcam V Escola de Formação para as Juventudes

Deixa a juventude viver! Foi reivindicando e acreditando nessa afirmação que a V Escola de Formação Política para as Juventudes foi construída e realizada em conjunto com cinco coletivos de adolescentes e jovens de três territórios das periferias de Fortaleza.

O lema da edição deste ano foi: “Da Ciranda de Todes Nós ao Balanço das Redes de Proteção: Pelas Vidas das Juventudes Negras nas Periferias de Fortaleza!

Repleta de momentos de trocas de saberes, vivências e arte, a Escola aconteceu nos dias 1º, 2 e 3 de julho e abriu espaço para a história de cada coletivo, para suas trajetórias e para a construção do que virá daqui para frente. 

Já na saída dos/das jovens de cada território e na chegada foi possível perceber como seria a V Escola. Confira neste vídeo especial de cobertura do evento:

O que é Escola de Formação?

A Escola de Formação é uma metodologia desenvolvida junto aos territórios periféricos de Fortaleza com os quais o CEDECA Ceará atua desde 2016. O momento representa uma culminância das ações desenvolvidas a cada ano junto a adolescentes e jovens de cinco coletivos (Alium Resistência, Meraki do Gueto, Raízes do Bom Jardim, Trup’irambu e Tambores do Gueto) de três territórios: Bom Jardim, Pirambu e Ancuri/Jangurussu.

As duas primeiras edições aconteceram em 2018 e 2019. Em razão da pandemia, as duas edições seguintes ocorreram de modo virtual. “Com o arrefecimento da pandemia, a gente pôde ter a oportunidade de fazer novamente a escola, juntando três territórios, juntando cinco coletivos e entender como um momento de comemoração, de fortalecimento e de integração”, celebra gigi castro, da coordenação colegiada do CEDECA Ceará.

Leia Mais sobre a proposta metodológica da Escola nesta cartilha, produzida especialmente para a V edição 

Confira mais fotos da V Escola nesta postagem do Instagram

A Feira do Soma Sempre

A Escola contou com uma programação cheia de afeto e propícia a trocas e aprendizados. A “Feira do Soma Sempre” foi um exemplo disso. Como forma de visualizar, avaliar e compartilhar o “apurado” dos cinco anos da atuação junto aos territórios, os/as adolescentes e jovens foram convidados a expor suas realizações por meio de uma feira, a “Feira do Soma Sempre”.

Esse momento na V Escola foi inspirado na metodologia criada pelo educador popular Ray Lima, explica gigi castro. “A gente pensou assim: como é que a gente faz uma avaliação dinâmica que dê conta justamente das performances poéticas que a gente vivenciou ao longo desses cinco anos? Uma feira, nada melhor do que uma feira”, detalha gigi.

A proposta era que como em uma feira cada grupo anunciasse o que tinha de melhor e contasse sua história, suas conquistas e momentos marcantes para os demais. O CEDECA Ceará também se fez presente na feira e contou sua trajetória atuando com a formação política de grupos de jovens.

Assim como em toda feira, a do soma sempre também teve seu “apurado”. Jovens dos diferentes coletivos presentes pontuaram o que mais chamou a atenção durante a feira. Nas falas, destacou-se a admiração pelos demais coletivos, o reconhecimento das potências uns dos outros e a importância de se chegar junto para somar com o crescimento de cada um e cada uma. De construção coletiva, essa galera entende!

A jovem Tamara Cristina, do coletivo Meraki do Gueto, comenta o “apurado” da Feira, os aprendizados entre os coletivos e os apontamentos para o futuro.

A V Escola aponta, dessa forma, para a transição entre dois ciclos: “Da Ciranda de Todes Nós”, projeto vencedor do 13o Prêmio Itaú e que fomentou a criação e articulação dos coletivos presentes para o “Balanço das Redes de Proteção: Pelas Vidas das Juventudes Negras nas Periferias de Fortaleza!”, que objetiva a formação de uma rede de coletivos de juventudes na cidade.

“O que a gente está desenhando para o próximo período é a construção de uma rede dessas juventudes periféricas, no sentido de mostrar o bom e o boom dessas periferias. Essas periferias, elas não são um lugar que produz, como geralmente aparece na mídia, o crime, a marginalização. Não! Elas são um lugar de vida, de potência, e esse projeto é a construção dessa rede, de mostrar a potência desses territórios e de fortalecer esses coletivos”, explica gigi castro.

Cada coletivo que participou da V Escola de Formação trouxe sua energia, sua história e sua resistência, inclusive nos nomes. Meraki do Gueto (o nome em grego remete àqueles que se doam e fazem algo com a alma sem desconsiderar suas origens). O nome Raízes do Bom Jardim faz referência àqueles que se orgulham de seus territórios e resistem por ele. Alium Resistência (do latim, o outro, a outra, vem nos falar sobre empatia).

Em rostos, experiências, sonhos e nomes, os coletivos são “anúncios” de resistências e de um ciclo que se renova!

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Coletivos de adolescentes e jovens realizam ação de alistamento eleitoral e cine debate neste sábado (23/04)

Adolescentes e jovens de coletivos apoiados pelo CEDECA Ceará prepararam ações autônomas especiais para este sábado (23/04). O coletivo Alium Resistência, formado por adolescentes e jovens do Pirambu, e o movimento RUA Juventude Anticapitalista realizam neste sábado (23/04) ação de auxílio de alistamento de título eleitoral. A ação acontece das 10h às 15h, no Centro Cultural Chico da Silva, no Pirambu (Rua Nossa Senhora das Graças, 174, Pirambu). À tarde, no Ancuri, o coletivo Meraki do Gueto promove seu primeiro Cine Debate.

As/os jovens dos dois coletivos vão auxiliar adolescentes e jovens que desejam se cadastrar junto à Justiça Eleitoral para votar nas eleições deste ano. O prazo para esse procedimento se encerra dia 4 de maio e é feito de modo on-line, no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Podem se inscrever jovens a partir de 15 anos e que completarão 16 anos na data das eleições. É preciso levar carteira de identidade, comprovante de residência e carteira de reservista militar (para homens com mais de 18 anos).

A atividade deste sábado é voltada para adolescentes que ainda não se cadastraram para retirar a primeira via do título de eleitor,  mas qualquer pessoa que precise de auxílio pela internet para regularizar sua situação junto à Justiça Eleitoral pode ir até o Chico da Silva neste sábado. 

Segundo o TSE, a procura pelo título eleitoral cresceu 45% no último mês entre jovens de 15 e 17 anos. Muitos eleitores/eleitoras que estão aptos a votar nas eleições deste ano ainda não buscaram o cadastro no site do TSE.

Cine Debate no Jangurussu

Também neste sábado (23/04), o coletivo Meraki do Gueto, com atuação no Grande Jangurussu, promove seu 1º Cine Debate aberto ao público, com a exibição dos filmes “Que horas ela volta?” (Classificação Indicativa – 12 anos)  e “Corra” (Classificação Indicativa – a partir de 14 anos). A primeira sessão começa às 13h na sede da Associação Santo Dias (Rua Coronel José Gomes de Moura, 596, Ancuri). 

Sabrina Mata, membro do Meraki do Gueto, explica que a ação deste sábado faz parte do calendário de ações do coletivo previstas para este ano. “A gente quer que a comunidade nos conheça e que mais jovens saibam que podem chegar junto nos encontros”, detalha Sabrina. Ela conta ainda que, além de outras edições do cine debate, estão previstas ações de limpeza e revitalização de espaços coletivos da comunidade, também como forma de dar visibilidade ao grupo, formado por adolescentes e jovens do Grande Jangurussu.

Respeitando a classificação indicativa, qualquer pessoa pode participar do cine debate, que terá a exibição dos filmes, que trazem temas de direitos humanos, seguida de debate mediado pelo Meraki do Gueto. Serão servidos refrigerante e pipoca à plateia.

 

Sinopse dos filmes

🍿 CORRA 🍿

Duração: 1h44min

Chris é um jovem negro que está prestes a conhecer a família de sua namorada, a caucasiana Rose. A princípio, ele acredita que o comportamento excessivamente amoroso por parte da família dela é uma tentativa de lidar com o relacionamento de Rose com um rapaz de sua etnia, mas, com o tempo, ele percebe que a família esconde algo muito mais perturbador.

 

🍿 QUE HORAS ELA VOLTA? 🍿

Duração: 1h52min

A pernambucana Val se mudou para São Paulo com o intuito de proporcionar melhores condições de vida para a filha, Jéssica. Anos depois, a garota lhe telefona, dizendo que quer ir para a cidade prestar vestibular. Os chefes de Val recebem a menina de braços abertos, porém o seu comportamento complica as relações na casa.

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