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Coletivos de adolescentes e jovens realizam ação de alistamento eleitoral e cine debate neste sábado (23/04)

Adolescentes e jovens de coletivos apoiados pelo CEDECA Ceará prepararam ações autônomas especiais para este sábado (23/04). O coletivo Alium Resistência, formado por adolescentes e jovens do Pirambu, e o movimento RUA Juventude Anticapitalista realizam neste sábado (23/04) ação de auxílio de alistamento de título eleitoral. A ação acontece das 10h às 15h, no Centro Cultural Chico da Silva, no Pirambu (Rua Nossa Senhora das Graças, 174, Pirambu). À tarde, no Ancuri, o coletivo Meraki do Gueto promove seu primeiro Cine Debate.

As/os jovens dos dois coletivos vão auxiliar adolescentes e jovens que desejam se cadastrar junto à Justiça Eleitoral para votar nas eleições deste ano. O prazo para esse procedimento se encerra dia 4 de maio e é feito de modo on-line, no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Podem se inscrever jovens a partir de 15 anos e que completarão 16 anos na data das eleições. É preciso levar carteira de identidade, comprovante de residência e carteira de reservista militar (para homens com mais de 18 anos).

A atividade deste sábado é voltada para adolescentes que ainda não se cadastraram para retirar a primeira via do título de eleitor,  mas qualquer pessoa que precise de auxílio pela internet para regularizar sua situação junto à Justiça Eleitoral pode ir até o Chico da Silva neste sábado. 

Segundo o TSE, a procura pelo título eleitoral cresceu 45% no último mês entre jovens de 15 e 17 anos. Muitos eleitores/eleitoras que estão aptos a votar nas eleições deste ano ainda não buscaram o cadastro no site do TSE.

Cine Debate no Jangurussu

Também neste sábado (23/04), o coletivo Meraki do Gueto, com atuação no Grande Jangurussu, promove seu 1º Cine Debate aberto ao público, com a exibição dos filmes “Que horas ela volta?” (Classificação Indicativa – 12 anos)  e “Corra” (Classificação Indicativa – a partir de 14 anos). A primeira sessão começa às 13h na sede da Associação Santo Dias (Rua Coronel José Gomes de Moura, 596, Ancuri). 

Sabrina Mata, membro do Meraki do Gueto, explica que a ação deste sábado faz parte do calendário de ações do coletivo previstas para este ano. “A gente quer que a comunidade nos conheça e que mais jovens saibam que podem chegar junto nos encontros”, detalha Sabrina. Ela conta ainda que, além de outras edições do cine debate, estão previstas ações de limpeza e revitalização de espaços coletivos da comunidade, também como forma de dar visibilidade ao grupo, formado por adolescentes e jovens do Grande Jangurussu.

Respeitando a classificação indicativa, qualquer pessoa pode participar do cine debate, que terá a exibição dos filmes, que trazem temas de direitos humanos, seguida de debate mediado pelo Meraki do Gueto. Serão servidos refrigerante e pipoca à plateia.

 

Sinopse dos filmes

🍿 CORRA 🍿

Duração: 1h44min

Chris é um jovem negro que está prestes a conhecer a família de sua namorada, a caucasiana Rose. A princípio, ele acredita que o comportamento excessivamente amoroso por parte da família dela é uma tentativa de lidar com o relacionamento de Rose com um rapaz de sua etnia, mas, com o tempo, ele percebe que a família esconde algo muito mais perturbador.

 

🍿 QUE HORAS ELA VOLTA? 🍿

Duração: 1h52min

A pernambucana Val se mudou para São Paulo com o intuito de proporcionar melhores condições de vida para a filha, Jéssica. Anos depois, a garota lhe telefona, dizendo que quer ir para a cidade prestar vestibular. Os chefes de Val recebem a menina de braços abertos, porém o seu comportamento complica as relações na casa.

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A Juventude tá ON 🔛

por Suzana Moreira

Comunicação CEDECA Ceará*

Coletivos de jovens organizados em diferentes territórios de Fortaleza começaram o ano na ativa e cheios de vontade de provocar mudanças. Nesses quatro primeiros meses de 2022, os coletivos Meraki do Gueto, Alium Resistência e Raízes do Bom Jardim participaram de formações, retomaram parcerias, desenvolveram atividades e incidiram por melhorias para o bairro onde vivem e articularam ações de prestação de serviço à comunidade.

Os coletivos vêm ocupando os espaços de luta na cidade. Recentemente os três grupos de jovens participaram de uma reunião do Fórum Popular de Segurança Pública, além de estarem no processo de construção e participação, junto ao CEDECA, do Diagnóstico Rápido Urbano Participativo (DRUP), para auxiliar na construção de novos projetos, no diagnóstico do cenário de violência nos bairros e para a definição de focos de atuação.

Na terça-feira (12/04), representantes dos coletivos estiveram na sede do CEDECA para 3ª reunião da Comissão de Participação, que visa compartilhar as propostas dos próximos projetos a serem desenvolvidos e construir coletivamente um horizonte para as ações.

3ª Reuniao da Comissão de Participação do CEDECA Ceará

Os coletivos – além de participarem e estarem engajados em ações e agendas da instituição – também têm suas atuações cada vez mais autônomas, o que permite a eles/elas ganhar espaço na cena da luta por direitos na cidade de Fortaleza. 

O CEDECA Ceará atua para o fortalecimento desses coletivos e para que crianças, adolescentes e jovens vivam e exerçam de modo mais pleno possível o direito à participação nos rumos da cidade.

JUVENTUDE QUE SE JUNTA!

O coletivo Meraki do Gueto começou o ano oxigenando e continuando ações do ano anterior. O grupo vem dando continuidade à incidência política articulada com a Mandata Nossa Cara, da Câmara de Vereadores, baseado no monitoramento realizado no posto de saúde da comunidade e a fim de conseguir melhorias para a garantia do acesso à saúde como um direito básico.

Participação e exercício da cidadania são questões das quais o coletivo não abre mão. Por isso, iniciaram um mutirão para auxiliar na solicitação do título eleitoral de adolescentes.

A regularização do título eleitoral para jovens tem sido tema de forte mobilização do coletivo Meraki do Gueto. Foto: https://www.instagram.com/meraki.do.gueto/

Tamara Cristina, jovem de 18 anos e integrante do Meraki do Gueto, destacou que o grupo acredita no poder do voto e por isso tiveram essa iniciativa.

“Pensamos na ação de emissão de títulos de eleitor com adolescente da nossa comunidade, marcamos dias em lugares centrais, estamos indo em escolas e facilitando para eles no passo a passo para tirar o título eleitoral, o objetivo desse ‘rolê’ é dar suporte e conscientizar para que a juventude possa fazer sua parte e exercer sua cidadania”, destaca a jovem.

E vem mais movimento por aí! O coletivo Meraki do Gueto está participando de várias formações e também vem organizando um cine-debate para a comunidade. 

“Vamos realizar em um futuro próximo um cine debate para nossa comunidade e a limpeza de algumas ruas, sabemos que nossa atitude pode mudar a realidade e a forma com que a juventude é vista, esclarecendo não só para a comunidade, mas também para todas as outras pessoas que nós sempre teremos nós!”, completa Tamara.

JUVENTUDE QUE FAZ!

O coletivo Alium Resistência iniciou o ano retomando parcerias importantes e pensando em como se somar em benefício do bem-estar da comunidade em que vive. 

O grupo vem retomando a parceria com a Secretaria do Meio Ambiente (Seuma) e planejando novas ações de limpeza da praia com o objetivo de cuidar do espaço e conscientizar para o cuidado coletivo.

Confira no nosso site como foram as primeiras ações de limpeza de praia do Alium

Juventude organizada do Pirambu mostra força em ação de limpeza de praia

Neste ano, o coletivo já participou e promoveu formações e momentos coletivos em conjunto com o CEDECA Ceará e com outras parcerias e também fortaleceu uma aproximação com os familiares dos jovens que fazem o Alium Resistência.

Nayma, jovem integrante do coletivo, contou um pouco sobre esse processo e sobre as atividades mais recentes do grupo. 

“Tivemos uma reunião com os pais, muito emocionante, as mães se apresentaram e conseguiram entender que o Alium é uma família e que a gente tá aqui não só pra brincar, mas pra ajudar nossa comunidade. Isso ajudou na aproximação dos filhos com as mães e foi algo incrível. Participamos de um debate sobre pobreza menstrual com as meninas do Alium, rolou distribuição de kits com absorventes e outros produtos de higiene. Recebemos a visita do Meraki do Gueto, que nos auxiliou a tirar o título de eleitor, informando e ajudando não só as pessoas do coletivo como também pessoas de fora que queriam e tinham dúvidas sobre. Tivemos um debate com a galera do RUA e várias apresentações do Selo do Século e Quebra Mar REC. Foi super esclarecedor o debate sobre como os artistas periféricos não têm a devida visibilidade e ajuda e com o tempo são apagados da história. Tivemos uma aula com Pedra Silva, sobre o racismo estrutural e como nenhum negro está a salvo enquanto esse racismo estrutural, institucional e muitas vezes cultural estiver por aí”.

JUVENTUDE QUE AGE!

O coletivo Raízes do Bom Jardim chegou em 2022 com foco nas atividades do grupo e no fortalecimento deste enquanto coletivo. Os membros já participaram de vários encontros promovidos pelo CEDECA Ceará e estiveram em reunião do Fórum Popular de Segurança Pública. O grupo é formado por crianças e adolescentes e tem somado na construção de novos projetos.

“Nossos planos daqui pra frente são: estar juntes com outros coletivos e estar mais próximos da juventude, mesmo que a maioria do grupo seja adolescentes. Queremos também fazer o 1° Sarau do grupo. Enfim….projetos ainda vão rolar no decorrer dos encontros”, pontua Iasmym

JOVENS NO CENTRO DA DISCUSSÃO

O CEDECA Ceará junto dos coletivos que assessora criou a Comissão de Participação. Formada por três territórios e dois grupos de mães e profissionais da instituição, o objetivo da comissão é fomentar a participação desses sujeitos nas atividades desenvolvidas pela organização para com esses mesmos grupos assessorados.

Tamara destaca que a comissão é um espaço de muita participação e acolhimento. 

“A importância da comissão de participação é imensurável. São reuniões leves e com a cara jovem, com pautas sérias e um espaço aberto para expressarmos nossa opinião, não são só adultos falando sobre o que achamos e pensamos. Nós temos voz para expressar o que sentimos e o que é importante para nós. A comissão deixa o adultocentrismo de lado, para e nos escuta. Como em muitos lugares nós somos silenciados, é bom saber que essa comissão existe”, pontua Tamara.

A comissão reúne representantes de todos os coletivos, mas o objetivo é que essas representações sejam rotativas para que mais pessoas participem. A aproximação dos grupos para fomentar uma futura rede de articulação entre esses sujeitos coletivos também é um objetivo da comissão de participação e é um processo que  já começa a ser fortalecido.

Suzy, integrante do Alium, também pontua a relevância da comissão de participação para os coletivos. “Estar na comissão de participação é um momento muito rico pra gente, pois tem espaços que nos são negados, e esse é um espaço que podemos falar, dizer o que achamos. Com essa comissão o CEDECA proporciona um momento muito rico para nós jovens dos coletivos que estão nas periferias de Fortaleza. Nas reuniões a gente se sente à vontade pra falar o que acha, o que pode dar certo ou não o que a gente sugere. Fazer parte disso é muito bom”, destaca.

Entenda mais sobre a Comissão de Participação neste vídeo 

AS CORTINAS SE ABREM

Coletivo Alium na apresentação do espetáculo “Das que ousaram desobedecer” (abril 2022)

A cultura tem sido elemento para que os coletivos trabalhem as “poéticas do cotidiano” como forma de resistência à necropolítica. Nesse sentido, atividade marcante nesse começo de ano foi a ida do coletivo Alium para ver a apresentação do espetáculo “Das que ousaram desobedecer”, da Cia Brava. Foi um reencontro feliz e emocionado, resume a assessora comunitária do CEDECA Ceará Joice Forte,  depois de um longo período sem poder frequentar o teatro por causa da pandemia. 


*Edição de Thiago Mendes/Comunicação CEDECA  Ceará

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Juventude organizada do Pirambu mostra força em ação de limpeza de praia

Cerca de 50 crianças, adolescentes e jovens do Pirambu participaram neste sábado (18/09) da ação “É o Limpa”. A atividade foi organizada pelos coletivos Alium Resistência e Trup’irambu, com apoio do CEDECA Ceará, e marcou o Dia Mundial de Limpeza de Praias e Rios, lembrado a cada ano no terceiro sábado de setembro.

Os adolescentes e jovens se concentraram no calçadão da praia do Pocinho, no Pirambu, às 8h, e de lá desceram até a praia, onde contaram com ajuda de crianças na ação. Foram recolhidos mais de 20 sacos de lixo, que foi separado entre reciclável e não reciclável.

Educadores da Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma), da Prefeitura de Fortaleza, apoiaram a ação com materiais de proteção para a atividade e com troca de mudas. Ao longo de toda a manhã do sábado, moradores e moradoras da região se aproximaram do ponto de apoio para trocar material reciclável por plantas.

Confira imagens da ação “É o Limpa” no Intagram 

Fotos de @lilics_santos , @david.l.dvd e @cedecaceara (Todos os direitos reservados)

A ação foi pauta dos telejornais CETV 1 e CETV 2 do sábado (18/09). Confira.

A atividade foi encerrada com apresentação de Coco de Praia do coletivo Casa das Negas. O coletivo se denomina como “lugar de aquilombamento contra violências raciais e de gênero”.

“A gente vai fazer esse ‘gera’ para cuidar das praias aqui das áreas porque é um tipo de ação ambiental que a gente precisa fortalecer pra que a gente tenha o hábito de cuidar do que é nosso”, convocou Dudu Costa, participante do coletivo Trup’irambu, na concentração do evento.

“A gente era só um grupo de teatro e agora a gente vem fazendo essas ações, para incentivar a população a cuidar do que é nosso por direito, incentivar a manter o nosso ambiente limpo para a segurança de todos”, explica Suzy Martins, participante do coletivo Alium, na reportagem para o jornal O Povo sobre a ação.

O coletivo Alium (do latim “outro”) é um coletivo LGBTQIA+ de Teatro Político organizado por jovens do Pirambu. O Trup’irambu é um coletivo atuante no mesmo bairro, desde 2017, formado por jovens artistas.

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CEDECA Ceará se soma às campanhas de doações no enfrentamento ao novo coronavírus

O CEDECA Ceará atua atualmente em três territórios de Fortaleza: Bom Jardim, Jangurussu/Ancuri e Pirambu. Nesses bairros, são realizadas ações de arte-educação e formação política junto a coletivos e grupos de adolescentes e jovens.

Juventude e movimentos sociais das comunidades da periferia de Fortaleza têm mobilizado iniciativas e campanhas para doação de cestas básicas e itens para higienização como forma de prevenção e auxílio às famílias mais vulneráveis que enfrentam o novo coronavírus. O CEDECA Ceará se soma a essas iniciativas e coloca à disposição da população a conta do Pay Pal para facilitar o recolhimento de doações.

Faça a sua doação aqui 
[As doações podem ser feitas por meio de conta do PayPal ou no cartão de crédito]

Quem vai receber as doações
As doações serão destinadas a iniciativas, frentes e coletivos reconhecidos pelo CEDECA Ceará pela auto-organização e seriedade em fazer chegar o auxílio a moradores e moradoras das três comunidades que mais precisam neste momento. Haverá prestação de contas do destino das doações no nosso site.

O que o CEDECA Ceará defende para enfrentar o novo coronavírus
Além das iniciativas de doação, o CEDECA Ceará defende a revogação da Emenda do Teto de Gastos; o pagamento imediato da renda básica a quem mais precisa; a garantia dos empregos de trabalhadores e trabalhadoras; o apoio do Estado para que as famílias possam, de fato, realizar o distanciamento e isolamento sociais necessários; medidas específicas de proteção às populações mais vulneráveis, especialmente crianças e adolescentes em situação de rua e em acolhimentos institucionais, como adolescentes em privação de liberdade.

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III Caravana Cultural mobiliza jovens na luta por direitos

por Suzana Moreira*

A Caravana Cultural das Juventudes carimba a atuação juvenil nas periferias de Fortaleza. Em sua 3ª edição, a Caravana tornou possível a troca de vivências e experiências entre jovens e adolescentes de diferentes territórios da cidade.

Organizada pelo CEDECA Ceará, a iniciativa de intercâmbio cultural e político aconteceu nos dias 30 de novembro e 01º de dezembro, e contou com oficinas e mostra de teatro, divididas em três territórios de atuação do CEDECA Ceará: Bom Jardim, Pirambu e Ancuri.

Para Efferson Mendes, arte educador do CEDECA Ceará, um dos principais objetivos da Caravana foi justamente quebrar barreiras e integrar jovens e  adolescentes de diferentes territórios da cidade com as comunidades. 

O processo da Caravana se apresenta, assim, como momento de culminância das ações do CEDECA em três territórios de Fortaleza. “A ideia foi ter esse momento de troca, que os territórios soubessem o que é produzido em cada lugar, que os meninos também pudessem identificar que as bandeiras de lutas são muito parecidas e que eles podem dialogar, criar estratégias em prol disso, lutando pelas mudanças que eles acreditam ser necessárias. Foram, sem dúvida, momentos potentes”, explica o arte-educador.

Confira momentos da Caravana na seleção de imagens

Uma da principais atrações desta edição da Caravana foi a I Mostra de Cenas de Teatro do Oprimido do CEDECA Ceará, resultado das três oficinas de Introdução ao Teatro do Oprimido, realizadas pela instituição, que reuniu cerca de 60 adolescentes e jovens entre outubro e novembro. A mostra foi o encerramento das atividades desta 3ª edição e aconteceu no Teatro Marcus Miranda, do Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ).

Para a jovem Quesia Ramos, participante da caravana e das formações do CEDECA no bairro Pirambu, trabalhar o teatro do oprimido fortalece a coletividade das pessoas e o reconhecimento de seus direitos.

“Você vai perceber como se sair de algumas situações. Quando a gente faz esquetes, por mais simples que sejam, as pessoas vão se reconhecer nelas, e a gente apresentando uma saída para aquilo, elas vão saber que não precisam estar naquela situação de violação, que eles podem reagir. A gente apresenta cenas e as pessoas se reconhecem nelas e isso é o que mais nos deixa realizados”, detalha a jovem.

O que é Teatro do Oprimido?

O Teatro do Oprimido (TO) é um método de teatro sistematizado pelo teatrólogo brasileiro Augusto Boal, cujo principal objetivo é tornar a linguagem teatral acessível para a leitura e a transformação do mundo. Contendo um arsenal de técnicas, exercícios e jogos, o TO se volta para aquelas e aqueles que desejam discutir temas ligados à política, à sociedade, à estética e à ética.

Veja como foi em Caravana neste vídeo:


*Estagiária do CEDECA Ceará sob supervisão de Thiago Mendes

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CEDECA Ceará promove oficinas de Teatro do Oprimido em três bairros de Fortaleza e em Itapipoca

Denunciar as injustiças e anunciar um mundo mais justo e solidário, com muita liberdade para criar. Presente no DNA das juventudes, esse desejo chega no formato de oficinas de Introdução ao Teatro do Oprimido, promovidas pelo CEDECA Ceará para jovens da periferia de Fortaleza e de Itapipoca, Litoral Oeste do Ceará, entre outubro e novembro de 2019.

Serão três oficinas sobre Teatro do Oprimido em Fortaleza, nos bairros Bom Jardim, Ancuri e Pirambu, e uma oficina em Itapipoca (CE). Adolescentes e jovens com interesse em participar devem procurar as organizações parceiras do CEDECA em cada território para se inscrever. Confira datas e locais abaixo. As vagas são limitadas e as inscrições são gratuitas. É preciso ter mais de 14 anos para participar.

Serão apresentadas e praticadas técnicas como teatro-jornal, teatro-imagem e teatro-fórum durante as oficinas, em diálogo com temas trabalhos pelo CEDECA Ceará e entidades parceiras na iniciativa. Em cena, estarão o direito à participação em espaços políticos; espaços públicos como direito humano de crianças e adolescentes e o fortalecimento de territórios para a defesa de direitos. Isso tudo com o objetivo de fomentar o exercício de  “ensaiar no teatro para agir na realidade”.

O resultado prático das oficinas de Introdução ao Teatro do Oprimido será apresentado na I Mostra de Cenas de Teatro do Oprimido do CEDECA Ceará, no dia 30 de novembro de 2019 (sábado), a partir das 16h, no Teatro Marcus Miranda, no Centro Cultural Grande Bom Jardim (CCGBJ), como parte da programação II Caravana Cultural das Juventudes, realizada nos dias 30/11 e 1º/12.

São parceiros na atividade, além do CCGBJ, o Centro de Defesa da Vida Herbert de Souza, a Associação Santos Dias, a Sociedade da Redenção e o Instituto Terramar.

Mais sobre o Teatro do Oprimido

O Teatro do Oprimido (TO) é um método de teatro sistematizado pelo teatrólogo brasileiro Augusto Boal, cujo principal objetivo é tornar a linguagem teatral acessível para a leitura e a transformação do mundo. Contendo um arsenal de técnicas, exercícios e jogos, o TO se volta para aquelas e aqueles que desejam discutir temas ligados à política, à sociedade, à estética, à ética.

Um dos princípios do TO é “desmecanizar”, ou seja, desprender o corpo-mente dos condicionamentos (ações e pensamentos que nos aprisionam em comportamentos e hábitos alienantes) e oferecer uma liberdade criativa para denunciar as injustiças e anunciar um mundo mais justo e solidário.

A ideia das oficinas surgiu depois da participação do Núcleo de Formação do CEDECA Ceará nas Jornadas Internacionais de Teatro do Oprimido e Universidade (VII JITOU), em Salvador-BA, e da realização da II Escola de Formação Política para a Juventude – Arte e Cultura contra a Barbárie.

DATAS, HORÁRIOS E LOCAIS

Grande Pirambu

Local: Centro Cultural Chico da Silva

Parceiro: Sociedade da Redenção (85) 3214-3090

Quando: Às terças-feiras, das 18h às 21h, de 29/10 a 19/11 (4 encontros)

 

Grande Bom Jardim

Local: Shopping Bom Mix

Parceiro: Centro de Defesa da Vida Herbert de Sousa (85) 3497-2162

Às quartas-feiras, das 14h às 17h, de 30/10 a 20/11 (4 encontros)

 

Ancuri

Local: sede da Associação Santos Dias (Rua Coronel José Gomes de Moura, 596)

Parceiro: Associação Santos Dias (85) 3274-5059

Quando: Às quintas-feiras, das 17h às 20h, de 31/10 a 21/11 (4 encontros)

 

Itapipoca – CE

Parceiro: Instituto Terramar (85) 3226-2476

Quando: 09 e 10/11, sábado e domingo (1 encontro)

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