A justiça começou a ser feita! Os 4 primeiros PMs julgados pela Chacina do Curió foram considerados culpados. Os réus foram condenados por 11 homicídios qualificados consumados, três homicídios qualificados tentados, três crimes de tortura física e um crime de tortura mental, desfecho esperado por todas as pessoas que se solidarizam com essa luta. Os caminhos se abriram para a verdade, mas o trajeto ainda é longo, mais 29 policiais acusados de participação na chacina vão a júri, 16 deles ainda em 2023.Os próximos julgamentos estão previstos para os dias 29 de agosto e 12 de setembro.

Os bairros da Grande Messejana, viveram em 11 de novembro de 2015 a madrugada mais sangrenta e aterrorizante de suas histórias. Neste dia, policiais militares de folga e em serviço se juntaram em ação orquestrada para vingar a morte de um colega de profissão, protagonizando assim uma das maiores matanças que o estado do Ceará já teve.

Nada pode trazer de volta a vida de Álef, Jardel, Pedro, Renayson, Gilvan, Jandson, Alisson, Patrício, Marcelo, Elenildo e Valmir, vidas ceifadas naquela madrugada de horror, mas alcançar a justiça para as vítimas da Chacina Curió significa exigir que nunca mais aconteça!

O CEDECA Ceará, ao longo desses 8 anos de luta, apoia as mães e familiares, bem como atua junto a outras organizações da sociedade civil para seguirmos em luta contra a brutalidade policial. Temos sustentado as angústias deste processo com o objetivo de dar um basta na violência de Estado que assola principalmente as juventudes negras e periféricas do Ceará e do Brasil.

Seguimos de mãos dadas com as mães e familiares do Curió para que a justiça siga sendo feita e para que as juventudes das periferias de Fortaleza e do Brasil vivam de forma plena e livres da violência da mão armada do Estado.

Do Ceará para o mundo, foi coletivo e forte o grito por justiça pelo Curió!

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