Open post

Estágio em Serviço Social: divulgado nome da selecionada para vaga

O CEDECA Ceará torna público a selecionada para vaga de estágio em Serviço Social:

Bianca do Nascimento Lima

Agradecemos a todas/todos que participaram dessa seleção.
Pedimos que a selecionada entre em contato via e-mail no dia 30 de março

monitoramento@cedecaceara.org.br

Comissão de Seleção,

Fortaleza, 28 de março de 2022.

——————————————————————————-

Conforme previsto em edital, o CEDECA Ceará torna público o resultado da primeira fase da seleção de estágio em Serviço Social.

Agradecemos a todos/todas/todes estudantes que participaram da seleção. Recebemos uma grande quantidade de ótimos currículos, o que tornou árdua a tarefa de escolha para a próxima fase. Seguem os nomes das candidatas e os horários agendados para realização das entrevistas:
Atenção: Todas as entrevistas ocorrerão dia 28 de março, no período da tarde.

1. Amanda de Oliveira Mendes -13h
2. Bianca do Nascimento Lima – 13h30
3. Dâmaris Matias Madeira – 14h
4. Islânya Souza Gomes -14h30
5. Juliana Santos da Silva – 15h30
6. Luciana Rodrigues Bernandes – 15h30
7. Quézia Virgínia Ferreira Cavalcante de Oliveira -16h
8. Sandy Bitencourt dos Reis Lima – 16h30

Solicitamos que as estudantes selecionadas estejam no CEDECA Ceará no horário indicado visando não gerar aglomeração.
Em caso de dúvida, favor entrar em contato pelo e-mail monitoramento@cedecaceara.org.br

Comissão de Seleção,
Fortaleza, 24 de março de 2022.

Open post

2022 terá menos recurso da Prefeitura de Fortaleza para Infância, aponta estudo do CEDECA

Governo municipal prevê, por exemplo, apenas R$ 479 mil reais para abordagem social a crianças e adolescentes que vivem em situação de rua.

Relatório do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará (CEDECA Ceará) aponta cortes feitos pela Prefeitura de Fortaleza, e aprovados pela Câmara de Vereadores, na Lei Orçamentária Anual (LOA) 2022 que impactam diretamente as políticas para crianças e adolescentes da cidade. Os cortes chegam a R$ 7 milhões na Secretaria de Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SDHDS), R$ 1 milhão no Fundo Municipal de Defesa da Criança e do Adolescente e R$ 2,4 milhões na Fundação da Criança e da Família Cidadã (Funci). Os dados são do Portal da Transparência e o CEDECA comparou os valores de 2022 com a previsão orçamentária da LOA 2021 e de anos anteriores. Esses dados em específico são do comparativo apenas das LOA’s 2022 e 2021.

Baixe a Análise da Lei Orçamentária Anual (LOA) 2022 da Prefeitura de Fortaleza:

Análise LOA 2022 Final

Confira aqui os cortes por área do orçamento para 2022:

– Orçamento da Assistência SocialAções perdem até quase metade da verba e o previsto para ano passado não foi executado

Embora haja um aumento na previsão orçamentária para Assistência Social em 2022 de 62,16 % se comparada ao orçamento de 2021, programas dentro dessa área sofreram cortes. É o caso do Programa de Promoção dos direitos e prevenção de violação contra crianças e adolescentes, cujo orçamento foi reduzido em 12,43%, ou seja, menos R$ 1,2 milhão. Já o Programa de Promoção da Igualdade Racial teve redução de 44%, o equivalente a R$773 mil reais.

O cenário é agravado pelo histórico de baixa execução, ou seja, quando o dinheiro está previsto no orçamento mas não é efetivamente gasto ao longo do ano. Em 2021, apenas 2,48% do previsto para o Programa de Promoção dos direitos e prevenção de violação contra crianças e adolescente e 1,32% do Programa de Promoção da Igualdade Racial foram executados.

– Orçamento do Programa de Proteção Social Básica – Mesmo com mais pessoas vivendo nas ruas, orçamento para 2022 é o menor dos últimos 17 anos

Com um orçamento previsto para crescer 187%, passando de R$ 28,7 milhões do ano passado para R$ 82,5 milhões este ano, o montante reservado para implantação de novos equipamentos de proteção social foi reduzido em 11%. Isso mostra que a Prefeitura de Fortaleza não prioriza o acesso da população aos seus direitos. Ainda em relação à proteção social, a abordagem a crianças e adolescentes em situação de rua tem em 2022 seu menor orçamento dos últimos 17 anos: R$ 479 mil. Não menos grave é a constatação de que menos de 1% do orçamento previsto para esta ação em 2021 foi executado.

– Orçamento Saúde Mental

A Lei Orçamentária Anual de 2022 reduziu em 59% o orçamento para a ampliação, reforma e manutenção da rede psicossocial. Os valores passaram Passado de R$ 1,2 milhão em 2021 para R$ 420 mil em 2022.

– Vítimas de violência sexual são deixadas fora do orçamento municipal

Nem o Plano Plurianual (PPA) 2022-2025 nem a Lei Orçamentária Anual 2022 preveem orçamento para o Programa Rede Aquarela, destinado ao enfrentamento à violência sexual de crianças e adolescentes. O Programa contava com orçamento desde 2014, mas só apresenta execução a partir de 2018. Ainda assim, muito inferior ao previsto: 2018, 12,22%; 2019, 36,9%; 2020 , 27,6%; 2021, 7% (até novembro).
Graças à incidência do Fórum DCA junto com alguns parlamentares, foi aprovada Emenda no valor de R$ 250 mil reais para esta ação em 2022.

– Orçamento Educação

Os R$ 606 mil previstos para Reforma e Ampliação de Centros de Educação Infantil em 2021 não foram executados. Para 2022, a Prefeitura aumentou 23,3 % a previsão para a subfunção Educação Infantil, mas cortou em 71,7% a previsão para uma das ações dessa área: Construção de Centros de Educação Infantil.

Na contramão, a Prefeitura pretende investir em 2022 em creches terceirizadas um total de R$ 50,8 milhões, o que representa 35% a mais do valor previsto para 2021.

Open post

Artigo : O que significa o fim dos programas policiais na TV no Ceará?

Reproduzimos aqui artigo de Ricardo Moura publicado originalmente no jornal OPOVO do dia 24 de janeiro de 2022., em que analisa o anúncio do fim de alguns programas policiais na TV cearense.  Ricardo Moura é jornalista, cientista social e  autor do Blog Escrivaninha,  

 

O que significa o fim dos programas policiais na TV no Ceará?

Por Ricardo Moura

A forma como compreendemos e percebemos a violência cotidiana se deve muito ao modo como ela é relatada nos meios de comunicação. Notícias relacionadas a crimes ou atos violentos sempre aguçaram a imaginação e os sentidos do público. Não à toa, O POVO possui uma coluna sobre segurança pública quinzenal, assinada por mim, mas que poderia perfeitamente ter uma periodicidade semanal, haja vista a quantidade de assuntos a serem tratados.

Na busca por retorno comercial, contudo, determinadas ocorrências passam a ser superdimensionadas, borrando os limites entre o interesse jornalístico e o sensacionalismo. A narrativa sensacionalista migrou dos jornais impressos para as ondas do rádio até chegar aos “programas policiais” de TV. Nessa perspectiva, não basta apenas narrar o fato: é preciso mexer com as emoções de quem assiste a reportagem, tocando profundamente suas sensações, medos e ódios para que se possa reforçar, a partir daquele episódio, uma determinada moralidade que costuma enxergar o mundo como uma luta do bem versus o mal.

No seu auge, a televisão cearense chegou a veicular 50 horas desse tipo de conteúdo por semana, entre transmissões ao vivo e reprises. Recentemente, é possível perceber uma mudança drástica nesse mercado com o fim de tradicionais programas do gênero. Em 2020, o Barra Pesada, apresentado pela TV Jangadeiro, foi descontinuado. Na semana passada, o Comando 22 e o Rota 22 deixaram de ser exibidos pela TV Diário. O que significam tais mudanças? O debate é complexo, mas seguem algumas reflexões possíveis dentro dos limites desta coluna.

Os programas policiais sempre foram criticados pela abordagem adotada, chegando, muitas vezes, a serem acusados de cometer violações de direitos em suas coberturas jornalísticas. Em 2011, o Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca) fez um diagnóstico preciso sobre o modus operandi de como a criminalidade e a violência eram retratadas pelas emissoras locais a partir da análise de 42 edições na íntegra. O resultado desse levantamento pode ser conferido no relatório “[Tele]visões: violência, criminalidade e insegurança nos programas policiais do Ceará”.

Dentre as conclusões da pesquisa, destaca-se: “Sem a contextualização do noticiário, que considere causas e consequências da violência, perfil do problema e soluções para ele, as mortes e as dores pelas vidas ceifadas acabam sendo banalizadas. Ao mesmo tempo, o exagero característico na cobertura dos casos só aumenta na população os sentimentos de medo e impotência”.

Ao longo da última década, no entanto, foi possível perceber um esforço, por parte desses programas, em se reformularem na busca de um maior equilíbrio entre as demandas do público e o retorno comercial. O Barra Pesada começou a apostar mais no jornalismo de serviço, dando um tratamento menos sensacionalista às suas reportagens, por exemplo. Em busca de audiência, por outro lado, os noticiários televisivos tradicionais passaram a incorporar as pautas e a estética dos programas policiais em sua cobertura diária.

A disseminação das redes sociais e, mais especificamente, a facilidade em produzir registros audiovisuais é um fator que provocou uma verdadeira revolução na forma como os meios de comunicação passaram a cobrir a temática da criminalidade e da violência. Boa parte das imagens veiculadas na TV vem de câmeras internas de vigilância e de smartphones, revelando, como consequência, o momento exato em que determinado fato acontece. O efeito colateral dessa ferramenta é fazer com que ocorrências sem interesse público ganhem projeção desmedida simplesmente por terem sido registradas e compartilhadas nas mídias digitais.

Essa situação se agrava com o enxugamento das redações e consequente redução das equipes de reportagem. Cada vez mais os repórteres fazem seu trabalho distantes das ruas, permitindo que a geração da matéria-prima dos telejornais fique a cargo da população e dos próprios agentes de segurança sob a forma da “participação do cidadão”. A ampliação desse fenômeno deu origem a diversos grupos de whatsapp e perfis do Instagram em que notícias, imagens e vídeos sobre crimes e violência são compartilhados, conferindo novos contornos ao sensacionalismo.

Acidentes, agressões, execuções etc. Uma infinidade de imagens brutais transita de um aparelho celular para outro de forma incessante para alimentar um desejo mórbido que nunca se satisfaz. Trata-se de um manancial de notícias que se encontra ao alcance da mão a qualquer hora do dia e sem nenhuma espécie de filtragem ou preocupação com os direitos sobre a imagem de quem é retratado ali.

Do ponto de vista de uma economia da comunicação, embora possa ser capitalizada por meio de anúncios, toda essa produção amadora circula de forma gratuita e instantaneamente, dispensando a necessidade de esperar o jornal do meio do dia para ter acesso a esse tipo de conteúdo. De forma irônica, parte da explicação pelo fim dos programas policiais na TV se deve não ao desinteresse do público pelo assunto, mas por seu excesso de avidez, com todas as consequências possíveis derivadas desse comportamento.

Open post

Sarau do Tambores do Gueto encerra Fomento do CEDECA 2021

Com um sarau cheio de boas energias e homenagens, o coletivo Tambores do Gueto encerrou as atividades do Fomento do Centro de Defesa da Criança e do Adolescentes (CEDECA Ceará) em evento realizado no Centro de Defesa da Vida Herbert de Souza (CDVHS) no sábado (11/12).

O sarau prestou homenagem a Geovane Rodrigues, integrante do coletivo e jovem assassinado em outubro. O encontro reuniu poesia, dança, música e performance, mostrando mais uma vez a diversidade e a força da arte produzida na periferia de Fortaleza. Com os recursos do Fomento, o Tambores realizou formações em teatro e música com 90 crianças dos bairros Granja Lisboa e Granja Portugal.

Eli Rodrigues, percussionista do grupo, conta que o Fomento foi essencial. “Esse processo fortaleceu o grupo. Com a pandemia, os artistas ficaram sem eventos, muitos tiveram que se dedicar a empregos formais e largaram suas produções. O Fomento do CEDECA nos deu um gás para continuar. Nós fazemos arte por amor, mas é preciso também sobreviver, se alimentar”

 

Lany Maria, tutora do coletivo Tambores do Gueto durante o Fomento, ressaltou a importância de se investir na produção da juventude periférica. “Eu queria agradecer ao CEDECA pelo edital de Fomento, porque um edital que libera uma grana para a juventude fazer ‘corre’ fortalece a criatividade, principalmente nos bairros periféricos. Queria agradecer ao CDVHS que está sempre de portas abertas, um parceiro que está sempre de mãos dadas com a gente.”

 

Apesar da dor, o afeto

Abraçada com os demais integrantes do Tambores, Lany fez uma fala emocionada de agradecimento. “O tanto que foi difícil a gente continuar depois do acontecido com Geovane, fazer um sarau, tocar as coisas. Foi difícil, mas sem vocês que estão aqui hoje e que estiveram com a gente, nos acolhendo… É um dia de agradecimento. O projeto se encerra, mas o ‘corre’ continua para dizer que aqui tem vida, que a gente não quer mais enterrar ninguém e são esses projetos que mantêm a gente forte.”

                                                                 

 

Open post

CEDH elege composição 2021-2023

O Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos (CEDH) elegeu nesta quarta, 1º de dezembro, sua nova composição para o biênio 2021-2023. O segmento Criança e Adolescente será representado pelo @cedecaceara tendo como suplente o coletivo @vozesdemaesce, ambos representando a sociedade civil.

Para o CEDECA, a diversidade e interiorização das instituições é evidente na nova composição do Conselho, um aspecto importante e que deve ser celebrado. Há ainda a participação de pessoas negras para além do segmento da defesa da igualdade racial, assim como um total de cinco organizações formadas por mulheres.

Os demais representantes da sociedade civil eleitos são:

Pastoral Carcerária como Titular / Cáritas Brasileira Regional Ceará como Suplente
Segmento: Movimento ou Pastorais Organismo da Arquidiocese de Fortaleza ou de outras instituições religiosas

Frente de Mulheres do Cariri como Titular / Fórum Cearense de Mulheres como Suplente
Segmento: Movimento ou Organismo de defesa dos Direitos da Mulher

Rede de Mulheres Negras do Ceará como Titular / Grupo de Valorização Negra do Cariri como Suplente
Segmento: Movimento ou Organismo de defesa da Igualdade Racial

Tambores de Safo como Titular / CENAPOP como Suplente
Segmento: Movimento ou Organismo de Defesa da Diversidade Sexual

ABRAÇA como Titular / Movimento Saúde Mental como Suplente
Segmento: Movimento ou Organismo de defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência ou Transtorno Mental

CDVHS como Titular / Terramar como Suplente
Segmento: Movimento ou Organismo de defesa dos Direito à Terra e à Moradia Adequada

Associação Nacional Criança não é de Rua com titularidade e suplência
Segmento: Movimento ou Organismo de defesa dos Direitos das Pessoas em Situação de Rua

FATENE com titularidade e suplência
Segmento: Instituição de Ensino Superior Privado

O Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos tem por finalidade fiscalizar, monitorar, propor e avaliar as políticas de defesa e promoção dos Direitos Humanos, implementadas pelo poder público ou por entidades privadas, coibir qualquer violação a esses direitos, através da apuração de denúncias, bem como o encaminhamento e acompanhamento destas.

#CEDECACeará #CEDH #DireitosHumanos

Open post

Marcha da Periferia denuncia fome, violência e genocídio contra população negra

Diversos movimentos sociais cearenses vão às ruas no sábado, 27, às 8h, na 9ª Marcha da Periferia ( @marchadaperiferia) , tradicional manifestação em defesa dos direitos humanos que ocorre em diversos estados do país. Com o tema “Nem Fome, Nem Tiro, Nem cárcere, Nem Covid: Basta de Genocídio do Povo Negro”, a Marcha terá concentração na Praça da Bandeira, seguirá pelas ruas do Centro e terminará na Praça dos Leões.

Pautas

A Marcha da Periferia deste ano repudia o racismo, a LGBTQIA+fobia e as diversas formas de violência, como a doméstica, policial e de gênero. Denuncia ainda as políticas econômicas e de segurança pública que matam, pela fome ou à bala, a população mais pobre, negra e periférica. A Marcha também critica duramente a criminalização e o encarceramento da juventude negra, e a maneira criminosa que o governo Bolsonaro, com sua postura negacionista, foi responsável pela morte de milhares de pessoas no Brasil.

Programação

Já na concentração, haverá a abertura com batuques de grupos percussivos, leitura coletiva da Carta da Marcha e falas de representantes de movimentos sociais. Está prevista para às 9h30 a saída sentido Ocupação Dragão (Barão do Rio Branco) e às 10h30 a Marcha deve seguir para a Praça do Ferreira. Lá, as apresentações culturais dão seguimento ao ato até 11h20, quando a Marcha deve continuar até a Praça dos Leões. No local, mais apresentações e intervenções artísticas, além de discursos de movimentos sociais que construíram o evento ao longo dos últimos meses.

Segurança sanitária

O uso de máscaras, álcool em gel e distanciamento social foi cumprido durante todo o processo de pré-Marcha nos últimos meses e a organização do evento além de orientar aos participantes que não relaxem quanto à segurança sanitária, distribuirá álcool em gel.

Posts navigation

1 2 3 4 5 87 88 89

VEJA TAMBÉM

ONDE ESTAMOS

PARCEIROS E ARTICULAÇÕES

Scroll to top